O dissídio dos comerciários 2026 não tem um percentual único: cada região define o seu na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Rio de Janeiro fechou 5,11%, Belo Horizonte 6% e Curitiba 4,5%. Em São Paulo capital, a convenção 2026/2027 ainda está em negociação (data-base em 1º de setembro); até ela sair, vale o reajuste de 6% da convenção anterior. A tabela abaixo traz os números das principais capitais. Para o Departamento Pessoal, o que mais muda depois da homologação é o cálculo das horas extras, o banco de horas e o pagamento retroativo, e é isso que este guia detalha.
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Atualizado em 06/10/2026
| Região | Reajuste em vigor | Piso geral | Data-base | Situação 2026 |
|---|---|---|---|---|
| São Paulo (capital) Fecomércio-SP / Sindilojas-SP e SECSP | 6% | R$ 1.977 (lojistas, Repis) | 1º de setembro | 2026/27 em negociação |
| Rio de Janeiro SindilojasRio e SEC-RJ | 5,11% (piso +6,6%) | R$ 1.825 | 1º de maio | Assinada em 25/09/2026 |
| Belo Horizonte e região Fecomércio-MG e SECBHR | 6% | R$ 1.780 (Repis) | 1º de março | Assinada em 05/08/2026 |
| Espírito Santo (estadual) Fecomércio-ES e Sindicomerciários | 7% | R$ 1.650 | 1º de novembro | 2026 em negociação |
| Curitiba Sindicom Curitiba e sindicatos patronais | 4,5% | R$ 2.182 (após 90 dias) | 1º de março | Assinada (2026/27) |
| Porto Alegre Sindilojas POA e Sindec-POA | 5,53% | R$ 1.926 | 1º de novembro | 2026/27 em negociação |
Comércio varejista. O reajuste vale para quem ganha acima do piso; os pisos variam por função e por regime da empresa (Repis). Onde a negociação de 2026 não terminou, aparece o índice que está valendo. Não achou sua cidade? Consulte a Convenção Coletiva no sistema Mediador do Ministério do Trabalho ou no sindicato patronal da sua região.
O que é o dissídio dos comerciários 2026 e como ele funciona
Para compreender o impacto do dissídio dos comerciários 2026, é preciso primeiro diferenciar os conceitos de dissídio e convenção coletiva. Embora no dia a dia do DP os termos sejam usados quase como sinônimos, tecnicamente o dissídio ocorre quando não há acordo amigável entre as partes e a decisão é tomada pela Justiça do Trabalho. Já a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) é o acordo firmado diretamente entre o sindicato dos empregados e o sindicato patronal.
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O processo do dissídio ou da CCT dos comerciários para 2026 segue um cronograma baseado na data-base de cada região. A data-base é o marco temporal que define quando as novas regras e reajustes devem entrar em vigor. Durante as negociações, as pautas discutidas vão muito além do reajuste salarial básico, englobando condições de trabalho, benefícios, estabilidades temporárias e, principalmente, regras específicas para a gestão da jornada de trabalho.
Para o profissional técnico de DP, acompanhar esse andamento é crucial para evitar surpresas. Quando as negociações se arrastam para além da data-base, a empresa acumula obrigações retroativas que precisarão ser calculadas e pagas assim que o documento for homologado. Portanto, o planejamento financeiro e operacional deve começar muito antes da publicação oficial do acordo.
Dissídio dos comerciários de SP 2026: o que já se sabe
Na capital paulista, a data-base dos comerciários é 1º de setembro. A convenção 2025/2026, firmada entre o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, a Fecomércio-SP e o Sindilojas-SP, garantiu reajuste de 6% a partir de 1º de setembro de 2025, e é ela que continua valendo enquanto a nova não é assinada.
Para 2026/2027, a pauta aprovada pela categoria em junho pede reposição da inflação pelo INPC mais 5% de aumento real, além de reajuste do piso 25% acima do índice geral. As negociações com as entidades patronais seguem em andamento. Assim que a convenção for assinada, a tabela deste artigo será atualizada.
Para o DP, o ponto de atenção é o retroativo: como o acordo costuma sair depois de setembro, as diferenças salariais contam desde a data-base. Na convenção anterior, assinada no fim de novembro, as diferenças de setembro a novembro puderam ser quitadas em até três parcelas. Vale reservar caixa e deixar o sistema de ponto preparado para recalcular horas extras e adicionais desde 1º de setembro.
Por que o percentual do dissídio muda de cidade para cidade
Um dos erros mais comuns cometidos por gestores e profissionais de RH iniciantes é buscar na internet por um “percentual único” de reajuste para o dissídio dos comerciários 2026. O comércio é uma das categorias mais fragmentadas do Brasil, organizada sob o princípio da territorialidade sindical. Isso significa que a Federação do Comércio (Fecomercio) de cada estado, em conjunto com os sindicatos locais, negocia termos específicos para suas respectivas bases geográficas.
Por exemplo, as regras e o piso salarial definidos para os comerciários da cidade de São Paulo são completamente diferentes daqueles aplicados no interior do estado ou em capitais do Nordeste e do Sul. Além da divisão geográfica, existem subdivisões por setores, como comércio varejista, comércio atacadista, lojistas de shopping centers, concessionárias de veículos, entre outros. Cada um desses segmentos pode possuir uma CCT própria.
Por isso, a tabela no início deste artigo serve como referência das principais capitais, mas não substitui o documento oficial. Antes de aplicar qualquer reajuste, confirme a Convenção Coletiva do seu município e do seu segmento no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou diretamente com o sindicato patronal da sua região.
Impactos práticos do dissídio na folha de pagamento do comércio
A homologação do dissídio dos comerciários 2026 gera um efeito cascata imediato na folha de pagamento. O primeiro impacto é o reajuste dos salários vigentes e a atualização do piso salarial da categoria. Caso a homologação ocorra meses após a data-base, o DP precisará calcular as diferenças salariais retroativas de cada mês de atraso, lançando esses valores sob rubricas específicas para evitar problemas com o eSocial.
Além do salário base, diversos benefícios e adicionais costumam ser reajustados ou criados pelas convenções coletivas. Entre os mais comuns no comércio estão o auxílio-refeição, o auxílio-creche, o seguro de vida obrigatório e a gratificação de “quebra de caixa” para operadores de caixa. A falta de pagamento ou o cálculo incorreto dessas verbas pode ser identificado rapidamente em auditorias ou fiscalizações.
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Outro ponto crítico é a integração dessas mudanças com os processos de encerramento mensal. Para garantir que todas as variáveis sejam processadas sem erros, o RH deve buscar formas de otimizar a rotina. Compreender como funciona a folha de pagamento e como reduzir o tempo de fechamento por meio de integrações sistêmicas é um passo fundamental para manter a conformidade e a eficiência do setor.
Como as novas regras afetam o banco de horas e as horas extras
A gestão da jornada no comércio é altamente dinâmica, especialmente devido ao funcionamento em horários estendidos, feriados e finais de semana. O dissídio dos comerciários 2026 frequentemente traz regras específicas que se sobrepõem às normas gerais da CLT no que tange ao banco de horas e às horas extras. Muitas CCTs limitam a validade do banco de horas a prazos menores do que os seis meses permitidos pela legislação geral, exigindo a liquidação do saldo em períodos de 90 ou 120 dias, por exemplo.
Além disso, o percentual do adicional de hora extra no comércio costuma ser superior aos 50% mínimos exigidos pela Constituição. É comum encontrar convenções que determinam adicionais de 60%, 70% ou até 100% para horas trabalhadas além da jornada normal, especialmente em dias específicos ou após determinado limite diário. Para quem gerencia equipes de vendas, também é vital observar a hora extra sobre comissão para vendedores do comércio, que exige uma fórmula de cálculo diferenciada baseada na Súmula 340 do TST.
Outro aspecto que exige atenção é o trabalho aos sábados e a compensação de jornada. O DP deve estar atento às regras de compensação para evitar que o trabalho regular de fim de semana acabe gerando passivos desnecessários. Para entender como estruturar essas escalas de forma legal, vale a pena ler sobre o trabalho aos sábados no comércio e como compensar sem gerar hora extra.

Exemplos práticos de revisão necessária após a homologação da CCT
Para ilustrar a complexidade que o dissídio dos comerciários 2026 impõe ao Departamento Pessoal, vejamos alguns cenários práticos que exigem revisão imediata nos processos internos após a publicação da nova convenção coletiva. Sem uma análise detalhada, pequenos desvios de interpretação podem se transformar em grandes passivos ao longo do ano fiscal.
Considere, por exemplo, o trabalho em feriados autorizados. Muitas CCTs do comércio estabelecem que, para cada feriado trabalhado, o colaborador deve receber uma folga compensatória em um prazo máximo de 30 dias, além de uma bonificação em dinheiro que não pode ser integrada ao salário. Se o sistema de ponto não estiver parametrizado para separar essas horas das horas extras comuns, a empresa corre o risco de pagar em duplicidade ou descumprir o prazo de folga, gerando multas administrativas.
A tabela abaixo apresenta um comparativo simplificado entre as regras gerais da CLT e as cláusulas frequentemente encontradas nas convenções coletivas do comércio, destacando os pontos de atenção para o DP:
| Aspecto da Jornada | Regra Geral da CLT | Cláusula Comum em CCT do Comércio |
|---|---|---|
| Adicional de Hora Extra | Mínimo de 50% | Frequentemente fixado em 60% ou 100% (feriados) |
| Validade do Banco de Horas | Até 6 meses (acordo individual) | Geralmente limitado a 90 ou 120 dias |
| Trabalho em Feriados | Permitido mediante legislação local | Exige autorização expressa da CCT e pagamento de prêmio |
| Tolerância de Atrasos | Até 10 minutos diários (Art. 58) | Pode prever regras mais rígidas ou abonos específicos |
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Em empresas que gerenciam múltiplas filiais, o desafio é ainda maior, pois cada loja pode estar sob a jurisdição de um sindicato diferente. Para evitar que o excesso de horas extras e as diferenças de adicionais corroam a rentabilidade das operações, é fundamental adotar estratégias de controle centralizado. Saiba mais sobre como evitar que as horas extras reduzam o lucro no comércio.
Como parametrizar o controle de ponto para evitar passivos trabalhistas
A parametrização correta das regras de jornada é a principal linha de defesa de uma empresa contra passivos trabalhistas decorrentes do dissídio dos comerciários 2026. Quando a convenção coletiva é homologada, o DP não deve apenas atualizar os salários na folha, mas também revisar imediatamente todas as regras de cálculo de horas extras, banco de horas, tolerâncias e adicionais noturnos no sistema de registro de ponto.
Para realizar essa tarefa com segurança e precisão, contar com o controle de ponto do Secullum RH é um diferencial estratégico. O sistema permite a criação de múltiplos perfis de regras de cálculo, o que possibilita que cada filial ou grupo de colaboradores seja associado à CCT correta de sua região. Vale destacar que o antigo Ponto Secullum Web, que desde julho de 2026 se chama Secullum RH, foi desenvolvido justamente para oferecer essa flexibilidade de parametrização de forma intuitiva e segura.
Ao atualizar os parâmetros, o sistema recalcula automaticamente os saldos de banco de horas e as horas extras acumuladas a partir da data de vigência definida, garantindo que a folha de pagamento receba as informações corretas e prontas para a exportação. Para entender o passo a passo técnico desse processo de configuração, consulte nosso artigo sobre dissídio e como atualizar as regras de cálculo de jornada.
A importância da centralização dos registros de jornada no comércio
No dinâmico setor do comércio, onde a rotatividade de pessoal é historicamente elevada e as escalas de trabalho variam constantemente, a centralização dos registros de jornada deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser uma necessidade de sobrevivência operacional. Processos manuais ou descentralizados de controle de ponto abrem margem para erros de digitação, perda de dados e inconsistências que se transformam em multas pesadas em caso de fiscalização do trabalho.
Com o Secullum RH, a centralização das informações permite que o gestor de DP acompanhe em tempo real as marcações de ponto de todas as lojas, identifique desvios de jornada antes que eles gerem horas extras excessivas e valide os ajustes necessários de forma digital. A fabricante Secullum projetou o sistema para integrar-se perfeitamente com os principais softwares de folha de pagamento do mercado, eliminando o retrabalho de digitação manual de cartões de ponto no final do mês.
Para garantir que a transição de sistemas e a parametrização das regras do dissídio dos comerciários 2026 ocorram sem atritos, a escolha do parceiro de tecnologia é fundamental. A Impacto Tecnologia, como revendedora autorizada e especialista em soluções de controle de ponto, oferece todo o suporte técnico, implantação personalizada e treinamento necessários para que o seu Departamento Pessoal opere com total conformidade legal e máxima eficiência.
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Perguntas frequentes sobre o dissídio dos comerciários 2026
Já saiu o dissídio dos comerciários 2026?
Depende da região. No Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Curitiba, a convenção de 2026 já foi assinada. Em São Paulo capital, no Espírito Santo e em Porto Alegre, a negociação ainda está em andamento; até a nova convenção sair, valem os índices da anterior. Quando ela for assinada depois da data-base, a empresa paga a diferença de forma retroativa, desde o mês da data-base.
Qual é o percentual de reajuste salarial para os comerciários em 2026?
Depende da região. Em 2026, o Rio de Janeiro fechou 5,11% para salários acima do piso (piso de R$ 1.825), Belo Horizonte fechou 6% e Curitiba 4,5%. Em São Paulo capital, a convenção 2026/2027 ainda está em negociação; a anterior, válida desde setembro de 2025, deu 6%. Os índices das principais capitais estão na tabela no início deste artigo. Se a sua cidade não estiver na lista, consulte a Convenção Coletiva no sistema Mediador do Ministério do Trabalho ou no sindicato patronal da sua região.
O que muda no controle de ponto com o dissídio dos comerciários 2026?
A homologação do dissídio pode alterar os percentuais de horas extras, os prazos de validade e compensação do banco de horas, além de regras para trabalho em feriados e domingos. Para garantir a conformidade, é necessário atualizar esses parâmetros no controle de ponto do Secullum RH, assegurando que os cálculos enviados para a folha de pagamento estejam corretos desde a data de vigência do acordo.
Como calcular o pagamento retroativo do dissídio?
Quando a CCT é assinada após a data-base, a empresa deve calcular a diferença salarial de todos os meses acumulados. Esse cálculo deve incluir o reflexo do reajuste sobre horas extras, adicionais, férias, 13º salário e FGTS. Os valores devem ser lançados na folha de pagamento sob rubricas específicas de “diferença de dissídio” para o envio correto ao eSocial.
A CCT dos comerciários pode proibir o uso de banco de horas?
Sim. Embora a CLT permita o banco de horas por acordo individual, a convenção coletiva da categoria tem prevalência sobre a lei em diversos aspectos (o acordado sobre o legislado). Se a CCT dos comerciários da sua região proibir ou impuser restrições severas ao banco de horas, a empresa é obrigada a seguir a norma coletiva para evitar passivos trabalhistas.
Como atualizar as novas regras de horas extras no sistema?
No Secullum RH, a atualização é feita acessando as configurações de regras de cálculo da jornada. O usuário deve alterar os percentuais de horas extras (por exemplo, de 50% para 60% ou 100% conforme a CCT) e definir a data de início de vigência da nova regra. O sistema recalculará automaticamente os registros a partir daquela data.
O que acontece se a empresa ignorar as regras do dissídio dos comerciários 2026?
O descumprimento de qualquer cláusula da convenção coletiva sujeita a empresa a multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, além de multas convencionais previstas no próprio documento em favor dos trabalhadores afetados. Também abre margem para ações trabalhistas individuais ou coletivas com cobrança de valores retroativos corrigidos.
Como automatizar isso com o Secullum RH
Quando o dissídio é homologado, o DP precisa revisar adicionais, limites de banco de horas e regras de horas extras da nova convenção. No Secullum RH, essas regras ficam parametrizadas: atualizada a configuração, os cálculos passam a seguir a CCT vigente. Como o ponto de todas as lojas fica centralizado, também é mais fácil conferir quem foi afetado. Conheça o Secullum RH e veja como ele funciona no varejo.








